Tiveram alguns comentários, a cerca do meu post sobre o novo ENEM (Exame nacional do Ensino Médio).Me perguntaram se eu sou contra ou a favor de cotas para negros, oriundos de colégio público entre outros assuntos.
É difícil colocar aqui minha opnião, mas posso afirmar que depois de entrar para uma universidade Federal eu mudei muito a minha visão, meu ponto de vista, pois comecei a ver de perto tudo o que rola.
Vou começar explicando a vocês o que foi decidido este ano a cerca dos vestibulares das 55 universidades federais do Brasil.
Bom, os membros da associação nacional dos dirigentes das instituições federais de Ensino Superior (o nome é grande) e sua sigla é ANDIFES, junto com o Ministro da educação Fernando Haddad, definiram que as Universidades Federais terão de adotar pelo menos uma das 4 formas de Vestibular via ENEM. As 4 formas de ingresso são as seguintes:
- O ENEM como fase única.
- Fase única para as vagas que ficam osciosas.
- Após o vestibular.
- Combinado com o vestibular da instituição (Cabendo a instituição decidir qual a porcentagem da nota total).
De 55 universidades, Jornalistas conseguiram ouvir 16, sendo que sete delas são simpáticas a ela, três são contra e seis preferiram não se posicionar. Entre elas, cinco demonstraram preocupação com a questão da mobilidade dos estudantes, manifestando temor quanto a uma possível “invasão” de vestibulandos de outros estados.
O que rola galera é que alguns reitores colocam em questão a decisão de o vestibulando poder escolher até cinco universidades (de qualquer lugar do país) como opção na hora da inscrição.
Segundo eles, o país é desigual em relação ao Ensino Médio. As maiores notas são das regiões SUL e SUDESTE. E com essa mudança ocasionará de um estudante do Rio Grande do Sul por exemplo escolher estudar na UFBA (da Bahia) e tirar a vaga do morador Local com o nível de ensino menor.
O Reitor da UFMG (Minas Gerais) também questiona que o estudante com o resultado do ENEM em mãos que não conseguir passar na graduação desejada como por exemplo Medicina, entre para um curso com a média inferior como enfermagem e retire a vaga de quem realmente gostaria de fazer enfermagem não medicina. (Isso acontece muito, principalmente nos cursos de Humanas). Ano passado, muitas pessoas que tentaram Arquivologia no vestibular que eu fiz, com nota inferior ao exigido entraram nos cursos com médias baixas (Biblioteconomia por exemplo) apenas para segurar a vaga, que na minha opnião é loucura, pois muitos destes desistem do curso mais pra frente deixando a vaga osciosa (não há reposição nem reclassificações após o inicio das aulas).
Neste momento, disseram-se contrários ao “novo Enem unificado” os reitores da UFSM, UFPA e UFF. Os representantes das duas primeiras argumentam que a instituição possui um vestibular seriado - a UFPA ainda tem em curso proposta de novo modelo para 2011 -, enquanto o representante da UFF diz que ainda restam “muitas dúvidas” sobre o novo modelo, como a questão da mobilidade.
Já a UFMG, Universidade Federal da Bahia (UFBA), Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), UFG (Universidade Federal de Goiás), UFBA, UFSC, UFRN e UFC se disseram simpáticos à proposta. Entretanto, seus reitores destacaram que ela ainda passará por intenso debate dos respectivos conselhos universitários.
Também em fase de discussão, a UFPB, a Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR), a Universidade Federal de Alfenas (Unifal), a Universidade Federal do Paraná (UFPR), a Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) preferiram, neste momento, não se posicionar sobre o tema.
Sobre Cotas
Pessoal, depois dessa, essa questão de cotas até sai um pouco do foco né? Com esse novo modelo de avaliação para ingresso no Ensino superior, não sei como ficará esta questão, tendo em vista que o novo ENEM tende a ser mais justo em relação a "ensino médio" em geral.
Eu, Thays, não acredito que vá acabar a desigualdade no Ensino, porque até mesmo os mais preparados continuaram gabaritando os exames nacionais como o dos anos anteriores. Mas sou a favor de algo que não foi colocado em questão, mas vi acontecer na Universidade de Juiz de Fora. Eles acompanham os alunos desde o primeiro ano do Ensino médio e no final se suas notas forem satisfatórias ingressam direto na Universidade (mas claro, temos que levar em conta que a escola é uma instituição de referência).
E vocês? o que acham disso tudo? Vocês estudam? já estudaram? pretendem fazer vestiba esse ano?
Beijão!
